Em resposta a ofícios enviados pelo Ministério Público à CETESB solicitando informações sobre o lixão da Cavo, atualmente administrado pela sua sucessora Essencis, a empresa pública declarou que nada menos de 70.83 ton/dia de resíduos classe I (perigosos) estão sendo depositados no aterro, com licença parcial de operação.
O que se temia aconteceu, além de gerar mau cheiro e estar recebendo quase 6.500 (seis mil e quinhentas) toneladas dia do lixo paulistano, sobrou para nossa região o lixo tóxico.
A promessa de transparência das operações do aterro tão efusivamente prometida parece que ficou só no papel e fica uma pergunta no ar ?qual o tipo de resíduo perigoso que está sendo armazenado? ? lixo tóxico ou perigoso tem várias classificações, residencial por exemplo: pilhas usadas, etc. mas nesta classificação também entra o pentaclorofenol ou pó da China e outros igualmente mortais se fora de controle?.
Obviamente ninguém pode ser contra o tratamento e armazenamento adequado de resíduos de qualquer tipo, o que se coloca é o aspecto social da questão e suas conseqüências, como, caso a empresa proprietária do aterro acabe, quem ficará com o abacaxi? ? o poder público? ? e, por conseguinte o contribuinte? ? quanto tempo leva para esses resíduos perigosos ficarem inertes? ? a Essencis já divulgou como eles são armazenados? (vide foto tirada em Curitiba de aterro da então Cavo) ? só o que conhecemos da empresa são informações institucionais, onde é claro tudo é perfeito, exceto pela fedentina exalada pelo lixão, que o digam os moradores dos bairros vizinhos.
A CETESB disse que a captação forçada do biogás ?reduziu a emissão de odores que ocasionava inconvenientes ao bem estar da população vizinha? até onde temos conhecimento isso é meia verdade, visite os bairros próximos depois de alguns dias de chuva e outros de sol forte.
De qualquer forma o lixão está aí e funcionando, resta aos munícipes de Caieiras cobrarem das autoridades a execução de todo o projeto que foi apresentado, inclusive a prestação de contas de recursos destinados ao fundo social do Município, o aumento do ISS, o aumento de empregos, a construção do posto de saúde e demais ?benesses? fartamente divulgados.