Retinoblastoma tem 90% de chance de cura quando diagnosticado precocemente
PUBLICADO POR HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN EM 12/05/2024 | ATUALIZADO
No início de 2022, o retinoblastoma ganhou os jornais e as redes sociais quando o apresentador Tiago Leifert revelou que sua ?lha, Lua, tinha a doença. Na época, Lua era um bebê com pouco mais de 1 ano.
Quando o diagnóstico é precoce, a doença tem 90% de chances de cura, grande parte dos casos com preservação da visão. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil são diagnosticados 400 novos casos de retinoblastoma todo ano. Infelizmente, cerca de 50%
deles são diagnosticados tardiamente, o que reduz as chances de cura. Lua segue em tratamento e, nesse meio tempo, Tiago e Daiana Garbin, a mãe da menina, resolveram expor publicamente o drama da família a ?m de alertar os outros pais sobre a doença e a importância de procurar o médico sempre que perceberem algo diferente nos olhos dos ?lhos.
Retinoblastoma: de olho nos sintomas
No caso de Lua, Tiago notou algo estranho nos olhos da ?lha, quando correu para abraçá-la depois de voltar de uma viagem de trabalho. Um sinal típico da doença é o chamado ?olho do gato?, que costuma ser percebido sob luz arti?cial, quando a pupila está dilatada, ou em fotogra?as em que o ?ash ?estoura? sobre os olhos.
No olho normal, o re?exo é sempre vermelho ? no retinoblastoma o fundo do olho ?ca com um re?exo esbranquiçado, o que os médicos chamam de leucocoria.
Antes disso, porém, pode haver estrabismo, sensibilidade exagerada à luz, deformação do globo ocular, in?amações, conjuntivites e redução do campo visual, em que a criança ?ca com a visão periférica diminuída e só consegue enxergar o que está na sua frente.
Só em crianças O retinoblastoma é um tipo raro de câncer pediátrico que corresponde a cerca de 4% de todas as neoplasias malignas que afetam as crianças. E é o mais comum entre os tumores oculares infantis. Segundo o INCA ? Instituto Nacional de Câncer, a estimativa foi de um total de cerca de 8.500 casos de câncer infantojuvenil no Brasil em 2022.
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em A incidência do retinoblastoma é maior em lactentes e em crianças de até 5 anos de idade. Trata-se de um tumor que se origina nas nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar células da retina, uma parte do olho que desempenha um papel fundamental para a visão.
Herança genética
O retinoblastoma tem um forte componente genético ? tanto que há crianças que já nascem com o tumor, que pode afetar um ou os dois olhos. Por isso, o teste para detectar alterações visuais (Teste do Olho Vermelho) é feito logo depois que o bebê nasce e deve ser repetido periodicamente até os 5 anos de idade.
Além disso, histórico familiar, exames de fundo do olho e de imagem como a ressonância magnética nuclear de órbita oferecem informações importantes para fechar o diagnóstico.
Como é o tratamento de Retinoblastoma?
O foco é impedir o crescimento do tumor, a ?m de preservar o globo ocular e a visão. Uma das opções mais modernas é a quimioterapia intra-arterial, procedimento realizado com anestesia geral em que um cateter inserido na virilha ?navega? pelos vasos sanguíneos até chegar à artéria oftálmica, que, então, recebe a infusão do quimioterápico.
A técnica vem apresentando bons resultados em tumores avançados e não costuma ter muitos efeitos colaterais, já que a aplicação diretamente na artéria oftálmica permite que sejam usadas doses menores de medicamento.
Sessões de radioterapia e o tratamento oftalmológico a laser também podem ser indicados. Infelizmente, alguns pacientes precisam ser submetidos à enucleação, que é a remoção cirúrgica do globo ocular.
Revisão Técnica: Luiz Antônio Vasconcelos ? Especialista em Clínica Médica, Medicina Interna, Cardiologia e Ecocardiogra?a. Cardiologista e clínico das unidades de pronto atendimento e do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.