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13/12/2017
Nosso personagem interior

O famoso e saudoso Charles Chaplin (o Carlitos) que teve êxito em sua vida com o humor de seus filmes e com ótimas músicas de sua autoria, ele nos deixou escrito o seguinte: ?Creio que não se pode fazer nada de grande na vida se não se fizer representar o personagem que existe dentro de cada um de nós?. Interessante! Mas, será que os personagens de todos nós teriam o que representar ou apresentar ?de grande? para ser útil para a sociedade? Como dizia o saudoso Abelardo Barbosa, o personagem ?Chacrinha? dos programas de televisão ?aqui nada se cria e tudo se copia?, e isso, tem sido a realidade de todo o passado e será de todos os tempos futuros (risos).

Pelo que deduzo o personagem interior que a maioria de nós tem, mais ele está para representar a servidão aos costumes, as artes e aos inventos produzidos por uma minoria. O personagem que cada um da maioria tem dentro de si mais está para representar a imitação do que a criação. Ela existe em todos os cantos e recantos da sociedade. Basta observar como cada um não se distingue de outros em suas manias de ser, de ter e de fazer.

Aquele personagem interior de que falou o Charlie Chaplin tem que ser especial e não comum quanto ao comum das pessoas, cujas personagens suas lhes sejam comuns iguais. Para aqueles cujas personagens interiores lhes sejam fracas e sem criatividades, só lhes restam o viver copiando e usufruindo das criatividades dos outros. Quem hoje teria um personagem interior criativo para se comparar com o do escritor Julio Verne das ?Vinte mil léguas submarinas? ou com o do Leonardo da Vinci com sua capacidade inventiva? A resposta poderia ser ?ninguém? (risos). Então, que ?cada um? conviva com o personagem de dentro que cada um tem (risos).

Altino Olympio